A Regra de São Bento

ORAÇÃO DE SÃO BENTO

Latim:Cruz Sancti Patris Benedicti                                                                     

Crux Sacra Sit Mihi Lux.
Non Draco Sit Mihi Dux.
Vade Retro, Satana;
Nunquam Suade Mihi Vana;
Sunt Mala Quae Libas;
Ipse Venena Bibas

                                                                                                                        Português:Oração de São Bento

                                                                                                                                           A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanás
Nunca me aconse-lhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno.      

             Na primeira metade do século VI, na Itália São Bento escreveu uma regra que é uma síntese do Evangelho e da tradição monástica anterior.
Esta regra se caracteriza pelo equilíbrio comum e pessoal, trabalho manual e leitura orante.
Segundo ela, o mosteiro e a escola do serviço divino, no qual os monges vivendo em comunidade, sob um superior, Cristo são conduzidos pelo caminho dos mandamentos de Deus.
No tempo em que os Papas não eram eleitos, mas sim nomeavam o seu sucessor, Bento prescreveu que o Abade fosse escolhido por eleição.
A Regra chama a atenção sobre o fato de que, na vida do mosteiro, cada coisa deve estar em seu lugar, e que a oração, o trabalho e o descanso devem ser distribuídos em um equilíbrio harmonioso.
S Bento não atribui aos monges outra finalidade que a própria de toda vida cristã: a busca de Deus, a volta para Deus, a posse de Deus, fim último e supremo da felicidade do homem. O caminho para se atingir esse fim consiste em seguir a Cristo como o único necessário à luz e sob a guia do Evangelho, deixando-se adestrar em sua compreensão e observância pela regra e pelo serviço de Deus.
O silêncio não só favorece o recolhimento e é necessário ao espírito de oração, mas também é uma virtude, não exclui porém os relacionamentos de fraternidade e portanto não é fechamento em si mesmo.
O "Opus Dei, é a oração coral de louvor, na vida beneditina ela é preferencial, ela constituía ação litúrgica pessoal e social do monge.
Na escola do serviço divino, na aprendizagem da arte da vida espiritual, o monge é o discípulo e sua vocação é caracterizada por uma atitude da escuta da palavra de Deus. Portanto a "Lectio divina" é uma oração executada no recolhimento.
O monge deve dedicar certas horas do dia ao trabalho, no equilíbrio entre oração e leitura espiritual. O trabalho, seja manual ou intelectual, é remédio contra a ociosidade.Ainda que São Bento não mencione o trabalho apostólico exercido fora do mosteiro, mas apenas aquele interno em favor dos hóspedes e aquele da educação dos jovens.
A vida beneditina é cenobítica, ou seja, os monges vivem em determinados mosteiros, formando comunidades, das quais partilham virtudes e defeitos, vantagens e desvantagens, sacrifícios, aspirações e evolução.
Do mesmo modo vivem unidos pela caridade de Cristo, que é visto e honrado nos irmãos, particularmente nos fracos ou enfermos.